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Fine Line: Harry Styles volta com seu melhor disco

Eduardo Maia

Depois de algum hiato devido ao TCC na faculdade, volto ao Oportuno para escrever a respeito do segundo álbum de estúdio de Harry Styles, lançado em meados de dezembro do último ano. Sei que tem algum tempinho e que já não é mais novidade, mas, acho pertinente falarmos a respeito deste. Definitivamente, é um grande “achado” no meio de tanta coisa igual no mundo POP.

É importante falar que, de longe, para os amantes da música da década de 70, é surpreendente o trabalho que Styles vem fazendo desde seu debut, em 2017. E digo que é surpreendente porque, a maioria das vezes quando um membro de uma super boyband como foi a One Direction (2010-2015) se aventura por carreira solo, cai na fórmula mágica da mesmice. Esse foi o caso de alguns dos ex-colegas de banda de Styles.

Não digo isso como uma crítica. Na verdade, pelo contrário. Fazem isso não por falta de talento, fazem isso porque é o que dá lucro já há algum tempo. É o que a rádio toca porque é o que o público pede, simples assim. Na contramão de tudo isso, aparece Harry Styles, com suas músicas não tão comerciais. Apesar disso, com letras acima da média.

Divulgação do álbum Fine Line, de Harry Styles
Foto: Divulgação

Fine Line

Fine Line (2019) foi lançado no fim do ano e a divulgação do disco começou em outubro, quando saiu, de surpresa, a faixa Lights Up. Depois disso, outras duas faixas foram divulgadas: Watermelon Sugar e Adore You.

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Com o lançamento do disco, Styles divulgou que faria uma turnê mundial para a divulgação. De fato, essa série de shows começou no próprio dia de lançamento do álbum. Naquela ocasião, em Los Angeles, na The Forum Arena, o cantor britânico fez uma série de quatro shows. Bem ao estilo Elvis Presley (1935-1977), em Las Vegas, na década de 70.

Os shows iriam passar pelo Brasil em outubro deste ano, contudo, com a pandemia do novo coronavírus, a data é incerta. O que temos agora é que a turnê está suspensa. Uma pena. De qualquer forma, caso os shows aconteçam, as cidades que receberão Styles serão São Paulo e Rio de Janeiro, algo que não me surpreende, porque, às vezes, parece que o Brasil só tem essas duas cidades. Uma pena.

Influências

Harry Styles define seu mais recente álbum como sendo, primordialmente, sobre “sexo e tristeza”. Durante seu processo criativo de composição, se inspirou claramente em David Bowie (1947-2016), assim como no primeiro disco. Contudo, em entrevista à revista norte-americana Rolling Stone, o cantor alegou que estava usando muitos cogumelos, deitado na grama e escutando bastante o disco Ram (1971), do ex-Beatle, sir. Paul Mccartney. Inclusive, foi nisso que ele disse ter consumido alguns cogumelos e arrancado um pedaço da língua fora, em uma mordida acidental.

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Contexto

O álbum vem depois do término de Styles com a modelo francesa Camille Rowe. Inclusive, uma das faixas mais bonitas do álbum leva a voz dela ao final. A canção Cherry traz um áudio de Camille, dizendo, em seu idioma original: “Ei! Você está dormindo? Ai, desculpa. Bom, não… Não, não é importante. Bem, então… Nós fomos à praia e agora nós…. Perfeito! Harry. É uma daquelas faixas de cortar o coração.

Enfim, um álbum que vale à pena escutar e apreciar. Além das influências de Bowie e Mccartney, que por si só já torna o conteúdo bastante atrativo, também existem novidades como clipes em formato de filmes, com bastante destaque para fotografia. O mais recente é o de Watermelon Sugar, uma das mais animadas do disco. É a cara do verão e, como foi lançada no verão tropical, foi a trilha sonora de muitos aqui pelo Brasil.

Espero que o cantor continue se aventurando por essas estradas, sem dar grande importância para o que realmente tem destaque na mídia dos dias de hoje. Como ele já tem uma base de fãs consolidada, é quase certo que todo o disco que lançar conseguirá galgar alguma posição na Billboard.

Aguardemos os próximos passos de Harry Styles… o BOM pop salva, amigos!

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