Banda DOZZ: da Califórnia brasileira para o mundo

Eduardo Maia

A década de 80 foi marcada por um cenário expoente do rock no Espírito Santo. Bandas como Siecrist, Thor, Combatentes da Cidade, The Rain e Pó de Anjo dividiam os holofotes dos palcos no estado. Lugares como Saldanha, Rock House, Dose Dupla e a Lama fizeram a época dos jovens roqueiros.

Mas, na verdade, o movimento que aconteceu no estado não foi parecido com o restante do país. Enquanto Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Titãs estouravam nas rádios nacionais, na Grande Vitória o Heavy Metal e o Punk dividiam a preferência dos amantes do rock.

O movimento do Heavy Metal dominou com arranjos mais complexos e elaborados em relação aos demais gêneros. Além disso, havia um detalhe que jornalistas culturais da época analisam como importante: eram músicas autorais.

Apesar desse cenário, os músicos tinham muita dificuldade financeira para se profissionalizar, situação bem semelhante com o que acontece nos dias de hoje.

Banda Thor
Foto: Chico Guedes

Devido a isso, o movimento acabou ruindo e o rock, desde então, não voltou a ser o estilo preferido dos capixabas. Contudo, tem uns caras aí que tem tudo para mudar isso…

Começo de tudo

Os integrantes da banda DOZZ me receberam na casa do baterista Carlos Henrique. Quando cheguei, além dele, conheci o guitarrista João Depoli e o vocalista Thiago Stein. A conversa ocorreu em um clima intimista, em um quarto decorado com quadros de Beatles e Led Zeppelin.

O sonho começou com João. Aos 14 anos de idade, o guitarrista integrava uma banda que se apresentava em uma casa de shows no bairro Itaparica, em Vila Velha, chamada “Entre Amigos II”. O local abrigava um movimento musical praticamente todo autoral.

As coisas começaram a dar problema quando a mãe do baterista apareceu para assistir uma apresentação. Ela não gostou do que viu.  “O ambiente era um pouco caótico para uma criança de quatorze anos”, confessa João.

Depois disso, a banda chegou a ter um outro baterista, mas as coisas não deram muito certo. Somente quando João tinha cerca de 16 anos, Carlos Henrique, o batera atual da DOZZ, passou a integrar a banda.

Carlos Henrique, Thiago Stein e João Depoli posam no quarto de Carlos para a entrevista para o Oportuno
Esquerda para direita: Carlos Henrique, Thiago Stein e João Depoli
Foto: Eduardo Maia

No entanto, a separação veio pouco tempo depois, quando eles completaram 17 anos. “Acabamos por causa do vestibular, e, além disso, a casa ‘Entre Amigos II’ acabou, então nem tinha locais para tocarmos na época”, explica João.

Recomeço

Depois da separação, os caras tocaram em outros projetos pelos cantos da Grande Vitória e mais tarde voltaram a se encontrar.


“Nos últimos anos, estávamos um pouco insatisfeitos com as nossas bandas, porque elas não nos representavam. A gente não conseguia ser nós mesmos, nem fazer as músicas que queríamos”, revela João.


Bem-humorado, João revela que antes mesmo de oficializar a criação de um novo grupo musical com Carlos, eles falavam para todo mundo que já eram uma banda.

O objetivo principal de João e também de Carlos era fazer um som mais simples, mais sujo. “Eu sou um cara particularmente chato, as coisas que faço normalmente quero que tenham a minha cara”, pontua João.

Apesar dessa observação, pude observar que João e os outros integrantes não são chatos. Esse não é o termo correto. Os caras são caprichados e, logo mais, vocês vão constatar isso na música deles.

João Depoli, guitarrista da banda Dozz
João Depoli
Foto: Divulgação

João nunca havia conseguido criar música com ninguém. Era sempre ele, sozinho. Mas o match entre o guitarrista e Carlos foi tão intenso que a dupla conseguiu se entender até nisso.

A ideia inicial era ter uma banda formada somente pelos dois, mas eles perceberam que não daria certo, pois nenhum deles sabia cantar. “Os testes para ver quem poderia cantar foram catastróficos”, denuncia Carlos.

João também lembra que pela estética da banda ser muito lo-fi — produção minimalista — eles teriam que ter mais coordenação para cantar e tocar. “Aí foi quando o Carlos introduziu o Thiago na banda. Inclusive, eu nem sabia que o Thiago cantava”, admite João, aos risos.

Trio formado

Para ajudar na entrada de Thiago na banda, Carlos fez muita propaganda para João, dizendo que ele cantava muito e que, inclusive, era conhecido como Freddie Mercury capixaba! Nada mal, não é? No momento em que ele contou isso, todo mundo riu bastante.

“Eu lembrava daquele moleque na escola e eu disse que não era possível. Eu resisti a ideia durante muito tempo, mas, quando fizemos o ensaio, eu gostei muito dele cantando. Isso foi no ano passado”, explica João. Coitado do Thiago!

Thiago Stein posa para a foto de divulgação da banda Dozz
Thiago Stein
Foto: Divulgação

A banda DOZZ começou, de fato, em 2018, com uma penca de riffs, uso de batera eletrônica e muita disposição. Os caras só queriam fazer música que agradasse a eles e, se isso agradasse as pessoas também, era lucro. Posso dizer que pelo menos a mim agradou, e pra caralho!

Processo de criação

Até agora, a banda lançou uma única música, divulgada em conjunto com um clipe.

Segundo eles, o single Accelerate tem a mão dos três. Geralmente, João faz um riff e mostra para o Carlos, que coloca batidas de bateria por cima.


“Como somos muito chatos, um tem a liberdade de criticar o trabalho do outro”, conta João.


Carlos garante que o nível dessas críticas é alto. “Se liga nesse riff aqui”. “Ah, tá uma bosta”.

Inglês?

Como eu disse para eles no nosso encontro, a minha maior curiosidade quando eu ouvi o som da DOZZ foi o fato deles cantarem em inglês!

Os caras, aqui de Vila Velha, tocando um rock todo riffado e ainda por cima em inglês autoral? Qual foi desses malucos?

A explicação me surpreendeu. De forma positiva, claro. “A gente compõe em inglês porque nós somos completamente incapacitados de fazer música em português”, diz João. Thiago completa, falando que não é nenhum tipo de desvalorização à Língua Portuguesa. “A gente só não tem habilidade, de verdade”.

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Juro que depois disso eu fiquei super besta. Os caras tem mais facilidade em compor em outra língua, que não a nativa. Sensacional.

De certa forma, faz sentido. A escola musical dos caras é a americana, com o bom punk rock californiano.

Eles cresceram ouvindo esse estilo, então não tinham tanta inspiração aqui no Brasil. “Ou a gente se inspirava nesses caras ou, na época, era o pessoal do Nx Zero, Detonautas, que são estilos que não casam muito bem com o nosso”, explica João.

Carlos Henrique posa para divulgação da banda Dozz
Carlos Henrique
Foto: Divulgação

Carlos lembra que eles até tentaram escrever em português, mas não deu certo. Quando ele mostrou um projeto para o Thiago e João, eles disseram: “Que bosta!”. Sinceridade é tudo nessa banda, galera.

João se queixa de um aspecto muito interessante no que diz respeito à recepção do público com a Língua Inglesa. Várias pessoas, ainda nos dias de hoje, costumam reclamar, quando uma banda brasileira canta em português. “Pô, as pessoas vão ao Loolapalooza, pagam mil reais para ver praticamente só gringo e reclamam das bandas daqui que cantam em inglês?”, critica João.

Accelerate

A primeira música do grupo tem a proposta que já contei ali em cima. Simples, suja e riffada. Mas, a pergunta que não quer calar é: além disso, a banda vai trabalhar em mais vertentes?

Carlos explica que eles já conversaram sobre isso, mas que, atualmente, a ideia é trabalhar no estilo mais cru mesmo.

Segundo eles, a programação inicial era gravar três músicas e lançar uma em cada mês. Depois disso, juntariam tudo e lançariam um EP oficial.

O foco, segundo Carlos, é fazer tudo com calma, devido a limitação de tempo e de dinheiro. Mas, mesmo assim, mais pra frente, eles devem se aventurar com quem sabe até um teclado em alguma faixa. Vamos aguardar para ver!

Gravação

Questionada a respeito do processo de gravação de Accelerate, a resposta da banda é unânime: foi penoso.


“Desde o começo, a gente estava com a ideia na cabeça de que faríamos tudo nós mesmos. Em momento algum a gente vai depender de alguém para fazer o que a gente quer”, explica Carlos.


Inclusive, recentemente, ele até conseguiu um bom equipamento de gravação, com interface e microfone profissional. Isso ajudou nas gravações.

Somente para gravar duas músicas, eles gastaram um pouco menos de um ano. Quando gravavam em um dia, a outra sessão só acontecia depois de um mês e meio. Após isso, três meses depois. É justificável, porque cada um tem sua rotina, seus trabalhos e etc.

“Geralmente, quando uma banda grava no estúdio, tem o profissional que te ajuda, você senta e grava ali mesmo. Isso é bom, mas, na nossa forma de pensar, tendo baixo custo, não vale a pena gastar 3 mil reais para gravar uma música. E normalmente, a banda tem uns seis integrantes, aí os custos são divididos entre essas pessoas. No nosso caso, somos em três, aí já viu”, explica Carlos. Thiago acrescenta que a simplicidade na hora de gravar ajuda pra caramba.

Banda Dozz durante clipe de Accelerate
DOZZ – Depoli (esq), Henrique e Stein

Depois de muita discussão — amigável — os caras foram gravar em uma casa de praia, na Ponta da Fruta. Apesar de fazerem tudo no tempo de cada um, eles acharam que as músicas tinham ficado muito boas e que mereciam um olhar diferente, um olhar de fora. Foi quando chamaram Igor Comério.

Mixagem

Igor mixou e masterizou as faixas. João conheceu o produtor musical quando ele escrevia para um site de música do Espírito Santo. Ele tinha acompanhado algumas sessões de gravação no estúdio de Comério, na Serra, e acabou fazendo amizade com ele.

“É um cara muito foda. Nessa época, eu já comentava com ele que ia ter uma banda e mandaria o material para o estúdio dele. E foi isso que fizemos”, disse João.

Segundo Carlos, o Igor chegou em um momento para suprir exatamente o que eles não tinham, que era a capacidade de fazer um pente fino nas canções. “Entregamos para ele falando ‘é isso aqui’, foi quando ele trabalhou nas faixas. Não demos nenhuma direção para ele, para dizer como fazer, só entregamos. Ele conseguiu fazer exatamente o que a gente queria”, completa Carlos.

Clipe

Depois dos caras sofrerem para gravar a música, você está pensando que foi muito mais fácil gravar o clipe, né? ERRADO!

Segundo eles, foi ainda mais difícil.

Os caras fizeram tudo, mas a questão de produzir e seguir o roteiro fez com que o processo ficasse complicado para eles.

A ideia de ter Vila Velha como cenário do clipe partiu de toda a banda. Apesar de ter nascido na capital vizinha, Carlos faz questão de lembrar que prefere Vila Velha.

Thiago, aliás, aproveita o momento para comentar que a frase “prefiro Vila Velha” está escrita na subida da Terceira Ponte, ponte que liga Vitória à cidade.

“A banda surgiu em Vila Velha, o nome também, as gravações, todas as ideias. Não tinha como ser em outra cidade”, argumenta Carlos.

Frame do clipe de Accelerate, banda Dozz
Foto: Divulgação

“Temos um amigo na Suíça que viu o clipe e ficou doido. Os caras estão tocando guitarra na praia? Que porra é essa?”, relembra João.


“Pra mim, Vila Velha é a Califórnia do Brasil”
(HENRIQUE, Carlos. 2019)


Influências

Quando perguntei a respeito das influências, fui surpreendido com a pergunta de volta.

“O que você acha que influencia a gente, Eduardo”?

Eu respondi que percebo um “quê” de Sex Pistols no som deles. Segundo João, Sex Pistols não influenciou apenas a DOZZ, mas todas as outras bandas. “Nós nunca quisemos fazer uma banda na vibe desse ou daquele artista. A gente simplesmente falou ‘cara, a gente quer fazer uma banda com o som que a gente gosta’,” detalha João.

Por todos esses anos, os três integrantes passaram por várias ondas musicais. Quando João era pequeno, por exemplo, o discman dele tocava Iron Maiden e Metallica na sala de aula. Fora isso, quando estava em casa, João escutava punk rock. Para ele, bandas como The StrokesThe White Stripes também influenciaram o som da DOZZ.

Iron Maiden, uma das inspiração para a banda DOZZ, no palco do Rock In Rio 2019
Foto: Marcelo Brandt

A banda lembra que quando eles começaram a tocar, ainda pequenos, não existia a quantidade de bandas covers que hoje a gente vê por aí. Os grupos prezavam por tocar seus próprios materiais.

“O objetivo era juntar tudo. Oasis, Blink, Muse, Dead Fish e fazer uma quimera. Dessa forma, saía o que a gente queria”, diz João.

Já Carlos Henrique é da escola do Punk Rock. Amante de The Offspring, Bad Religion e também de várias bandas do metal, ele costuma trazer esse tipo de conteúdo para a mistura “quimerística” da DOZZ.

Thiago se considera mais eclético. “Se você olhar meus CD´s, vai ver que tem de tudo. Mas, no final das contas, isso é muito interessante para a banda”.

Rock no Espírito Santo

Para o pessoal da DOZZ, o cenário do rock no Espírito Santo não depende apenas do artista, mas também do público.

“Precisamos lembrar que, de 2006 em diante, passamos por um período no qual as casas de show deixaram de existir, então, quem queria tocar, tinha que ser em uma festa. Para tocar nesses lugares, você precisa reproduzir o que a galera quer ouvir, e as pessoas não querem sair de casa para dar chance a músicas desconhecidas”, avalia João.

Nesse cenário, o movimento de bandas cover começou a ganhar força no Espírito Santo. “As bandas cover têm os melhores instrumentos, pedais, músicos e tocam nos melhores lugares. Eles foram se profissionalizando e, como existe uma demanda, o lucro é grande”, prossegue João.

Mesmo com isso tudo, eles fazem questão de lembrar que o cenário autoral nunca morreu, mas foi suprimido durante muito tempo. Ele começou a voltar nos últimos anos, com a abertura de outras casas de shows, como o Correria, aqui em Vila Velha e o Stone Pub, em Vitória.

Eles acreditam que 2018 foi um ano muito bom para os artistas autorais aqui no Espírito Santo, ao menos, para quem se interessava. “Todo mundo fala que aqui não tem música boa, que é uma merda. Ano passado tinha tanta coisa boa! Em uma semana, você conseguia ver shows pesados, outro de alto nível, se quisesse ver um rap você também conseguia”.

Para Carlos, um caminho para as casas de shows, já que elas acabam não conseguindo lucro com o autoral, poderia ser uma noite de cover e música autoral juntos. “De repente é uma forma de divulgar. Um dia de metal, outro de uma banda mais tranquila… talvez dê certo. Mas, hoje, a cena autoral está em baixa”, lamenta.

Dificuldades para bandas independentes

A resposta dos integrantes é unânime: dinheiro. “Todo mundo quer tocar, mas ninguém quer fazer caridade”, filosofa João.

Thiago atribui a sobrevivência da banda ao fato de cada um do grupo manter um emprego. Então, a renda que vem disso ajuda a manter o conjunto e faz com que eles consigam criar. Ele tem razão nisso, porque existem bandas que não conseguem conciliar o trabalho do dia a dia com o grupo musical.


“Se você quer fazer uma parada legal, não precisa ter aquele instrumento vintage da década de 50, mas precisa ter um cuidado na qualidade das composições”, pontua João.


Na visão do guitarrista, tudo influencia na hora de montar uma banda independente. “Se você quer ser uma banda podre, no sentido de ter piores instrumentos, não ensaiar, chegar no show e tocar desafinado e errando tudo, você precisa ter um investimento até para isso”, alerta João.

Mas, de acordo com Carlos, existe um porém. Poucas são as bandas autorais que querem dar um ar profissional aos seus trabalhos. Elas não mostram para casa de show o material, a proposta do conjunto. O cara lança uma música sem vídeo, mal gravada e quer que o reconhecimento venha.

Banda Dozz posa para foto em entrevista para o site Oportuno
Banda DOZZ pretende lançar um EP em 2020. Depois disso, que venham os shows!
Foto: Eduardo Maia

Outra coisa que a banda critica é a comodidade.


“As bandas lançam uma música e esperam que o sucesso caia do céu. ‘Venham até mim’ ‘Por que ninguém me chama para tocar?’ Cara, você tem que saber como as coisas funcionam. Você precisa correr atrás e se foder”, aconselha João.


Próximos projetos

Levando em consideração o atual mercado fonográfico, que, na verdade, é quase totalmente tomado pelos serviços de streaming, as bandas precisam pensar em como divulgar seus trabalhos.

“Para a nossa banda, a melhor forma de trabalhar são os EPs. A gente não pode ser leviano ou estúpido para lançar um disco com 15 músicas. Ninguém vai ouvir”, pondera João.

Apesar de todos gostarem de manusear CDs e gostarem do formato de álbum, João acredita que um disco deveria ter no máximo 10 músicas.

Carlos concorda com essa afirmação. “De fato, mais de 10 eu já fico com um saco de escutar, mesmo sendo as bandas antigas que a gente gosta. Hoje em dia ninguém tem mais paciência pra ficar nisso”, argumenta.

Para João, nos dias de hoje, o que muita gente faz é lançar 3 EPs por ano. “Você lança um no início, outro no meio e outro no final, aí, ao todo, foram 9 canções lançadas. Daria no mesmo de ter lançado um álbum em janeiro. Diminuindo, você faz com que as pessoas deem mais atenção ao produto. Eu adoro essa vibe de colocar o disco, abrir uma cerveja e ficar ouvindo até o final. Mas a gente precisa se adequar aos novos tempos”, finaliza.

Clipe Novo

Sobre os novos projetos, os caras revelaram que já está pra sair um clipe novo. E tenham inveja. Eu ouvi a música na íntegra ali mesmo, com eles.

Mas, prefiro não adiantar nem o nome dela. O que eu posso falar é que a canção é do caralho e, na minha  humilde opinião, ainda melhor que a primeira.

Só não vi parte do clipe pronto porque, um dia antes da entrevista, o computador do Carlos quebrou. Acreditam? Não era pra ser. Ao menos, para os deuses do rock. “Dessa vez a gente fez um clipe mais colorido, não em preto e branco como o de Accelerate”, adianta Carlos.

Eu pergunto, brincando: “Vitória, agora?”

“Não, agora é um clipe focado na gente. Mostra a gente tocando”, detalha João.

A volta do rock

João alerta: não adianta ter as melhores roupas, os melhores instrumentos e o melhor corte de cabelo. Se você faz uma música ruim a sua música vai ser ruim.

“O rock teve sua época de protagonismo, quando era sinônimo de liberdade. O rock assustava as pessoas. Era perigoso. Era ser contra o status quo. Quem faz o rock hoje? É o cara mais status quo possível”, analisa João.


Depois de um bom bate-papo…

Eu tive várias impressões da banda durante e depois da entrevista. Como eu disse lá em cima, em algum lugar, os caras são muito caprichados. Eles têm zelo com o próprio trabalho e, acreditem, isso falta em tantos músicos nos dias de hoje. Inclusive, falta em muitos artistas com carreiras já consagradas. Não vou ficar por aqui citando esses nomes.

Então, de verdade, espero que o som da banda conquiste o máximo de pessoas possíveis. Espero que eles tenham espaço para tocar em casas de shows e, se não tiveram, que peguem os instrumentos e toquem ali na Pracinha da Prainha. Fato é: as pessoas precisam ouvir esses três.

Foi uma experiência super legal pra mim. Espero que consigam sucesso e que façam músicas cada vez melhores. Obrigado pela oportunidade, Thiago, João e Carlos! lembrem-se: o rock salva!

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